sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mano convoca para amistoso contra Argentina.


Acompanhe a entrevista de Mano ao vivo.



Da uma olhada ai na lista de Mano para o amistoso contra a Argentina no dia 17 de novembro, em Doha, no Qatar.


Goleiros:

Victor (Grêmio)
Jeferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)

Laterais:

Daniel Alves (Barcelona)
Rafael (Manchester United)
Adriano Corrêa (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)

Zagueiros:

Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Benfica)
Alex Costa (Chelsea)
Réver (Atlético-MG)

Volantes:

Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Jucilei (Corinthians)

Meias:

Douglas (Grêmio)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Ronaldinho Gaúcho (Milan)
Elias (Corinthians)

Atacantes:

Robinho (Milan)
Alexandre Pato (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Neymar (Santos)

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É amigos, Ronaldinho está de volta a seleção, depois de ser barrado da copa por Dunga ( Dunga burro, dunga burro, dunga burro...), Mano Menezes resolve dar uma nova chance ao craque. Neymar também está de volta, pois exigiu participar desse amistoso, rááááá...

Palavras do Neymar: " Eu quero, eu quero, me convoca agora"

Mas não são só essas novidades na convocação do bródi menezes, Neto goleiro do Atlético-Pr e Douglas meia-cancha canhoto do Grêmio também estão na lista.

É como disse um repórter da Sportv: " Já que Ganso está machucado e Conca, D'alessandro e Montillo não são Brazukas, vamo de Douglas mesmo... "


Fonte: globoesporte.com



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Neymar pede para CBF banir travessões de todos os campos do Brasil


O atacante Neymar, do Santos, perdeu um pênalti decisivo, na última rodada,  na partida  contra o Grêmio Prudente. Por isso, o Santos perdeu a partida para o lanterna do campeonato por 3 X 2. Neymar não fez uma de suas tradicionais — e polêmicas — paradinhas, mas bateu alto demais e a bola acabou no travessão. É o sexto pênalti que ele perde este ano. “Se não tivesse travessão teria sido um golaço”, disse, sorridente, o atacante. “Sem falar que acertar o travessão certo era valer dois gols”.
Hoje, sem citar o caso de Neymar, a CBF anunciou que poderá banir os travessões de todos os gols de campos oficiais do Brasil a partir da próxima rodada. Procurada pela imprensa para comentar uma possível relação entre os fatos, a CBF classificou de  ”absurda” a ligação. “Poderemos banir os travessões para aumentar o número de gols e modernizar o futebol. Isso não tem nada a ver com a demissão do Dorival Júnior, digo, com o gol perdido pelo Pelé, digo, pelo Neymar”, disse o porta-voz da instituição.
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Valeu!
Fonte: O sensacionalista (noticia ficticia)


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Zagueiro é pego no antidoping pela segunda vez.

Zagueiro do América-RN é pego no antidoping pela segunda vez este ano.

Exame de Luizão dá positivo para substância que se encontra na maconha e é preventivamente suspenso por 30 dias pelo STJD
.

Já não bastasse a péssima situação do América-RN na série B do campeonato brasileiro ( é o penúltimo colocado ) e mais um problema surgiu para o clube potiguar. Pela segunda vez este ano o zagueiro Luizão foi flagrado no exame antidoping, desta vez pelo uso de uma substância contida na maconha. De acordo com o jornal "Diário de Natal", o zagueiro foi suspenso preventivamente por 30 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O exame que deu resultado positivo para a substância cannabinoids/THC, presente na maconha, foi realizado após o jogo em que o América-RN foi derrotado pelo São Caetano, por 1 a 0, no dia 11 de setembro. Luizão, de 29 anos, corre o risco de pegar até dois anos de suspensão e de ter seu contrato rescindido pelo clube, que juntamente com o jogador decidiu não pedir contraprova.

Diz o jornal da capital do Rio Grande do Norte que o presidente do América-RN, Clóvis Emídio, conversou com o jogador nesta terça-feira:

- Eu lamento bastante pelo homem Luizão, mas o América tem de defender os interesses dele.

Acrescenta o "Diário de Natal" que esta foi a segunda vez que o zagueiro foi flagrado em um exame antidoping. A primeira foi quando atuava pelo Mogi Mirim após um jogo contra o Santo André, pelo Campeonato Paulista deste ano.

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" Ooh, yeah! All right!
We're jammin':
I wanna jam it wid you... "



Fonte: globoesporte.com, alterado por Jah.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Adeus, Polvo Paul! Profeta molusco morre na Alemanha

O polvo "Paul", que ficou famoso mundialmente por prever corretamente todos os resultados da Alemanha na Copa do Mundo de 2010 e também o resultado da final entre Holanda e Espanha, morreu, informou nesta terça-feira (26) o aquário de Oberhausen, na Alemanha.

"A direção e a equipe do Centro da Vida Marinha de Oberhausen ficaram devastados ao descobrir que o polvo oráculo Paul, que obteve reconhecimento global durante a recente Copa do Mundo, morreu durante a noite", afirmou em comunicado o aquário.

O sistema de previsões de "Paul" era bastante simples. Ele tinha que escolher um mexilhão de uma das duas caixas situadas em seu tanque em Oberhausen, cada uma delas decorada com uma bandeira. Em todas ocasiões, o escolhido pelo polvo acabou vencendo o jogo.

O animal acertou todas as sete partidas disputadas pela Alemanha: previu as vitórias contra Austrália, Gana, Inglaterra, Argentina e Uruguai e também as derrotas para a Sérvia e para a Espanha. Também acertou a vitória da Espanha sobre a Holanda na decisão.

Segundo o aquário "Sea Life", o polvo será cremado e também será construída uma estátua em sua homenagem.


Informações de Portal G1
FOTO: AFP


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O goleiro mais rápido do mundo!!

São vários os vídeos na web  de goleiros que vão dar uma de atacante nos minutos finais do jogo e acabam levando um gol por ter abandonado a trave. Na cena abaixo quase aconteceu isso, mas o time adversário não contava com a agilidade do goleiro velocista.





Nota da Produção: Parecia o Roberto Carlos do Winning Eleven do play One! Puul


Ufaa... quase me F&%#@


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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No Alvo! Paraquedista mostra como é pousar dentro de um estádio

Salto de um paraquedista desde o avião até o seu alvo, dentro do estádio.

E ele ainda aterrisa no "X".

O estádio lotado para um jogo de futebol americano.

Sensacional!






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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Adidas Lança Game Online baseado na UEFA Champions League


Você é rápido o bastante para ser uma lenda?
  
Danger Makes Legend trata-se de um jogo baseado em um mapa semelhante ao Google Maps, que é jogado online através das redes sociais e coloca em teste as habilidades 'mais rápidas' dos jogadores. O jogo celebra a UEFA Champions League, onde os jogadores têm a opção de escolher entre doze cidades europeias da Champions League, incluindo Londres, Madrid, Milão e Barcelona para começar a construir sua lenda.

A idéia é estabelecer um desafio territorial entre outros jogadores online, selecionando suas jogadas de futebol favoritas. O jogo mescla videogame com experiencia na vida real, como um território real que é conquistado através de um mapa semelhante ao Google Maps.

Os jogadores entram no jogo para desafiar uns aos outros em combates no estilo “versus”  para provar quem tem as melhores habilidades para “governar” cada cidade. O atacante seleciona três jogadas ofensivas e o defensor responde com três movimentos defensivos. Todos os movimentos são executados em vídeo. Quem ganhar, conquista o território do outro jogador.

O game utiliza o Facebook Connect e permite que você desafie seus amigos - e inimigos - online. O progresso do jogador é mapeado em um gráfico e seus troféus e badges desbloqueados em batalha, são exibidos através do news feed do Facebook e do mural do perfil de cada usuário, disseminando o game para recrutar novos jogadores.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Apresentador pede demissão ao vivo na TV.


Esse é galo cinza.






"Garanta seu emprego que eu garanto a minha dignidade."

FINISH HIM

AHSIUHdauihuiaDHIUahuihiuaDHIAUDHUHuidhuiAHDU




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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Torcedor fanático tatua camisa do clube em tamanho real



A paixão pelo futebol nunca será compreendida. Uma prova disso foi a decisão tomada pelo colombiano Felipe Alvarez. O rapaz mandou tatuar a camisa do seu time de coração, o Atlético Nacional, em seu corpo. Com um detalhe: em tamanho real.
A decisão de Alvarez surgiu após a morte do jogador Andres Escobar, assassinado após a Copa do Mundo de 1994.
Para quem não lembra, Escobar havia marcado um gol contra na partida que desclassificou sua seleção. Poucos dias após a eliminação, em Medelim, o jogador acabou recebendo um tiro. As investigações dão conta que Escobar foi assassinado a mando da máfia de apostadores da Colômbia.
Mas voltando à homenagem, Alvarez tomou cuidado de pintar o escudo e uma taça, em referência ao título da Libertadores, conquistado em 1989. O número 2, pintado nas costas, é uma homenagem ao jogador assassinado.
Confira as fotos:










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sábado, 16 de outubro de 2010

Torcida do corinthians protesta, mas com educação.

Geralmente, protesto de torcidas contra seus times, nunca são muito amigaveis e com palavras bonitas, quase sempre o repúdio dos adeptos vem com palavrões e muita gritaria. Bom a fiel torcida fez um protesto, contra a situação do time e pediu a saída de alguns jogadores que estão no atual grupo

Agora se liga no palavreado do pessoal.

Dicionário da Fiel: o que a torcida do Corinthians quis dizer na faixa.

Foi-se o tempo em que raça e toda a sorte de palavrões eram os termos preferidos de torcedores na hora de cobrar times em queda livre. O protesto dos corintianos no CT Joaquim Grava, no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, nesta sexta-feira chamou a atenção não só pelo tom agressivo dos torcedores, mas também pela escolha das palavras. O GLOBOESPORTE.COM ajuda a decifrar o que de fato incomoda a Fiel.

Uma das frases diz:

“Não aceitamos jogadores inúteis, inerces (sic), sem brio, energúmenos, covardes, incapacitados, arrogantes, mentecaptos.

Talvez o excesso de raiva na hora de redigir as faixas deu origem ao termo inerce (sic). A hipótese mais provável é que os corintianos tenham pensado em escrever inerte, que, segundo definição do dicionário Aurélio, significa "que não age ou interage". Mas existe uma possibilidade mais rebuscada. O mesmo Aurélio aponta o verbete inerme, que quer dizer "sem armas, sem meios de defesa" (não confundir com sem meio e sem defesa.) .

Confira o significado dos outros termos usados nas faixas, segundo o Dicionário Aurélio:

Inúteis – Sem utilidade ou préstimo, sem nenhum resultado. Também imortalizado nos versos oitentistas da banda Ultraje a Rigor, na qual o vocalista Roger Moreira cantava “a gente somos inútil(sic)”. A música, por sinal, tem um trecho que diz “a gente joga bola e não consegue ganhar...”

Sem brio – "Falta de brio" ou raça é uma crítica usual a jogadores de futebol. Textualmente brio quer dizer dignidade, hombridade, valentia.

Energúmenos – A palavra energúmeno veio do latim energumenus - e quer dizer literalmente "endemoninhado" ou "possesso". Se dizia do corpo que era invadido por um espírito maligno e fazia movimentos incomuns e descoordenados - acabou virando um xingamento associado à falta de inteligência.

Covardes – Essa todo torcedor sabe. O dicionário classifica covardes como "medrosos, pusilânimes, desleais, traiçoeiros".

Incapacitados – Essa também é fácil: aqueles que não têm capacidade.

Arrogantes – Os que revelam orgulho excessivo, soberba, atrevimento, insolência.

Mentecaptos - Outra palavra que vem do latim. Mente captus quer dizer, literalmente, privado de inteligência (ou de juízo). Em português, é usado para designar indivíduos que perderam a razão, loucos, tolos.

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Tá e essa faixa aqui:


Nessa segunda faixa podemos notar o tom rebuscado de escrita, a preocupação com a métrica e com o estilo parnasiano pré moderno, um tanto quanto romantico, com detalhes barrocos.

Confira o significado das palavras da segunda faixa:

M.... : Referente ao que sai do orifício anal ( cú ); adubo.

Souza:
Composto plástico de forma cônica, usado para sinalização de trânsito.

Moacir:
Nome usado para denominar, barbearias, mecânicas e elétricas.

Alessandro:
Do espanhol Alejandro, Ale, Ale, Alejandro...

Danilo:
Personagem dos sete anões; soneca; cochilo;lento;baiano.

Flamenguista Safado:
TRADUÇÃO OPCIONAL.


* matéria chupada do globoesporte.com e adaptada por mim, com mais fotos e mais cara de pau.






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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por que o Brasil é o país do futebol?


O Brasil é o país do futebol porque ganhou 5 Copas do Mundo. Mas quando ele tinha chegado ao tri em 1970 já não era? Em 1950, antes do desastre em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?




A resposta, direta, é: “Vai saber”. Mas sociólogos, historiadores, geógrafos e filósofos de botequim defendem suas teses para a hegemonia brasileira no esporte de origem britânica, mais badalado em campeonatos europeus, mais rico na Arábia... E chegamos a uma conclusão final.
Então tá. O Brasil é o país do futebol porque ganhou 5 Copas do Mundo. Mas quando ele tinha chegado ao tri em 1970 já não era? Em 1950, antes do desastre em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?
Quando ia ao Maracanã, Nelson Rodrigues não enxergava quase nada do que acontecia no gramado, muito menos a bola. Para ele era um “reles e ridículo detalhe”. Nem por isso deixou de escrever algumas das mais belas crônicas da história do futebol brasileiro. Já consagrado como o maldito do teatro nacional, ele se importava somente com o drama, a tragédia e a paixão que o esporte provocava nas massas. Só os idiotas da objetividade, como ele classificava os intelectuais, é que não enxergavam o “óbvio ululante”.
Nelson ficaria surpreso em verificar como o tratamento dado ao futebol mudou. Nas últimas duas décadas, vários trabalhos foram publicados por profissionais das áreas de ciências humanas, biológicas e exatas para compreender a paixão nacional pelo esporte. Historiadores, sociólogos, geógrafos, professores de educação física e até matemáticos levantam a cada ano novas teorias e observações a respeito do jogo que virou sinônimo de Brasil no exterior.
Na década de 1930, o sociólogo e antropólogo pernambucano Gilberto Freyre defendia a tese de que o talento do brasileiro resultava da miscigenação entre negros, europeus e índios. Anos depois, com a globalização e a mistura de todas as raças, apenas a origem étnica e a formação da população não são capazes de explicar o fenômeno pentacampeão mundial de futebol.
Em um trabalho de doutorado, a socióloga Fátima Antunes estudou a obra-prima de Freyre, Casa Grande & Senzala, e sua influência nos textos de Nelson Rodrigues, de seu irmão Mário Filho e do escritor José Lins do Rego. A socióloga, porém, discorda da maneira como o assunto foi tratado, sobretudo no que diz respeito ao discurso de Freyre em torno da mistura racial. “Prefiro pensar no futebol com uma manifestação cultural. Nossa sociedade é aberta e, desde o início, houve uma grande aceitação do imigrante estrangeiro”, afirma Fátima, cujo trabalho virou a obra Com Brasileiro, Não Há Quem Possa!
Autor do livro Corações na Ponta da Chuteira: Capítulos Iniciais da História do Futebol Brasileiro (1919-1938), o doutor em história social Fábio Franzini concorda com a socióloga.
 “Não faz o menor sentido atribuir um ‘talento natural’ a um povo, seja para o que for. É impossível atribuir à genética e à natureza algo que é cultural, portanto histórico”, afirma. Ambos lembram que torcedores fanáticos como italianos e argentinos jamais aceitariam reconhecer o Brasil como a pátria de chuteiras. É mais ou menos como pedir aos nossos vizinhos para que aceitem definitivamente o fato de que Maradona foi, no máximo, um pouquinho melhor que Zico, mas nunca chegou sequer perto do Rei Pelé.
Herança histórica e cultural
A competência brasileira nos campos é inegável, uma espécie de herança que começou nos anos 10, quando o esporte ainda estava nas mãos da elite, mas atraía multidões graças a craques como Arthur Friedenreich. O fanatismo pelo esporte e a massificação dele na mídia e no cotidiano de alguns torcedores alimentaram tanto a sua prática como a antipatia dos intelectuais pela bola. Da mesma forma, anarquistas e comunistas sentiam-se incomodados com a situação.
Na década de 1930, políticos como Getúlio Vargas souberam usar o fanatismo das massas em benefício próprio. “Getúlio apóia a profissionalização do futebol. E assim as vitórias nos campos passam a ser as vitórias da pátria”, explica o professor-doutor em história da USP, Flávio de Campos, que prepara um livro para falar das relações entre a política e o futebol.
Mas todo esse ufanismo sofre duro golpe na tragédia da Copa de 1950. Um dia antes da final contra o Uruguai, a concentração em São Januário ficou cheia de políticos. Todos desapareceram após a derrota em pleno Maracanã, por 2 a 1, de virada.
O maracanazo, como ficou conhecido o jogo, mudou drasticamente os rumos do futebol nacional. “É quando começa a haver um planejamento estratégico”, afirma Campos. Graças a Paulo Machado de Carvalho, que depois seria chamado de Marechal da Vitória, o Brasil embarcou para o título na Suécia com um médico, um psicólogo e até um dentista em sua comissão técnica.
É nessa época que, de acordo com o professor Campos, os meios de comunicação começam a exercer uma grande influência no esporte e na vida dos brasileiros. “É a época do espetáculo. No futebol, cada clube tem seu ídolo, enquanto na política aparecem figuras como Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Jânio Quadros”, compara o professor. Para ele, a vitória em 1958, com os super-heróis Pelé e Garrincha no mesmo time, também impõe novas diretrizes ao desenvolvimento do futebol brasileiro. O futebol explodiu em projeção e, com isso, ficou mais vigiado. “É o fim do futebol romântico, em que o jogador saía à noite e depois comia a bola na hora do jogo”, avalia Campos. A vigília, pelo olhar da imprensa, ficou maior do que já era.
Do centro para a periferia
Durante o período, o país passa por um processo acelerado de urbanização, impulsionado pelos anos JK, que se reflete na produção de craques. “O Uruguai teve o mesmo crescimento até os anos 30 e virou uma potência dofutebol. As pessoas jogavam bola em todos os cantos de Montevidéu”, destaca o professor doutor André Martin, da geografia da USP. Para ele, é impossível dissociar o futebol do crescimento econômico dos 50. “É quando aparecem vários campos nas grandes cidades”, afirma. Em São Paulo, a região da Mooca é ocupada por “peladeiros” de fins de semana em times de “fama” na várzea local, como o Mocidade Glicério, o River Plate da rua Carneiro Leão, o Guarani do Brás (dos árabes comerciantes), além do Madri, do Apea e do São Vito, que existem até hoje.
Nos anos 70, porém, todos esses campos, localizados na Baixada do Glicério, deram lugar a um prédio do INSS. O movimento não foi isolado. Com o milagre econômico, a cidade experimentou uma nova onda de crescimento. Outro local bastante afetado pelo progresso foi a região da Várzea do Carmo, no Parque Dom Pedro, onde Charles Miller organizou suas primeiras partidas no final do século 19. Ali, porém, a ocupação foi de prédios e viadutos. Os pobres são empurrados cada vez mais para a periferia junto com os campos, que agora são freqüentados por trabalhadores das obras. “É um movimento espontâneo, que cria outras relações”, diz Martin. Assim nascem times como o Paysandu do Brás, de origem paraense, e o Arco Verde da Mooca, formado por pernambucanos. Ao mesmo tempo, a classe média passa a freqüentar quadras de futebol de salão e escolinhas de futebol. “No fim, a várzea não morreu”, comemora o professor. Apenas ficou moderna, hoje até com campos de grama sintético. “O mais importante é que o futebol provou ser mais forte que a especulação imobiliária.”
Da periferia para o mundo
Nos anos 90, o Brasil começa a testemunhar o êxodo de seus jogadores para fora. O jornalista Paulo Fávero cruzou dados da Confederação Brasileira de Futebol e do Banco Central para o trabalho de conclusão do curso de geografia na USP, Globalização, Mercantilização e Geopolítica do Futebol. Fez constatações curiosas. Em 1994, ano do tetra nos EUA, os clubes estrangeiros desembolsaram 14,3 milhões de dólares em 207 jogadores brasileiros. Dez anos depois, a movimentação ultrapassou 102 milhões de dólares, com 849 atletas comercializados. “O Brasil é, sem dúvida, um exportador. Em 2006, o número aumentou ainda mais porque a Série B ganha cada vez mais visibilidade”, diz Favero. Em 2005, Portugal apareceu como destino preferido dos craques, com 138 contratações, seguido por Japão, com 40, e a Itália, 34. O Vietnã, acredite, levou 30 jogadores brasileiros e aparece na frente da Grécia (28) e da Espanha, que com 24 empata com a Bolívia.
Ainda não se sabe qual será o reflexo do êxodo de jogadores para o futuro da hegemonia do futebol brasileiro, mas há indícios de que a desandada de craques para o exterior não é um bom sinal. Hoje em dia é mais fácil acompanhar jogos do campeonato espanhol e da Copa dos Campeões da Europa do que as fases decisivas do Brasileirão. Fenômenos como Robinho, que atraem a atenção de crianças de vários times, têm sido cada vez mais raros, uma vez que os jogadores embarcam para todos os lugares cada vez mais cedo. Essa relação com os ídolos chamou a atenção do bacharel em educação física Sérgio Settani Giglio, que prepara mestrado sobre o assunto. Sua primeira surpresa após ouvir alguns jogadores profissionais é que Pelé não foi nem sequer lembrado. “A figura do ídolo influencia a infância dos profissionais. É nessa época que eles aprendem a driblar e a copiar as jogadas de quem admiram”, afirma Sérgio. Isso começa a perder o sentido.
Orkut do futebol brasileiro
Uma mostra dessa saída prematura dos craques foi observada por uma dupla de físicos da Universidade Federal de São Carlos. O professor doutor Roberto Nicolau Onody e o aluno Paulo Alexandre Castro constataram que o jogador brasileiro deixa a pátria cada vez mais cedo. Eles analisaram as fichas de 13 mil jogadores de 127 equipes que disputaram o Brasileirão entre 1971 e 2003. “Medimos uma grandeza chamada de coeficiente de aglomeração. Ela tem diminuído com o tempo, mostrando um êxodo crescente de jogadores brasileiros novos para o exterior”, afirma Onody.
Os dados levantados pela dupla resultaram no Estudo da Rede Complexa dos Jogadores Brasileiros de Futebol, publicado em 2004 pela revista americana Physical Review. Uma rede complexa é uma estrutura matemática formada por vértices que se unem com alguma regra através de conexões. É mais ou menos como você ficar ligado a contatos remotos e desconhecidos no seu orkut. Onody e Castro concluíram que qualquer profissional está ligado a todos os outros com apenas 3 colegas entre eles. Ou seja, qualquer zagueiro perna-de-pau reserva da 1a divisão precisa de 3 telefonemas para chegar a craques como Ronaldinho Gaúcho. No mundo, a distância média é de 6 pessoas, de acordo com a estrutura do small word (“mundo pequeno”), segundo tese criada no final dos anos 60 na Universidade Harvard.
A pesquisa também apontou que jogadores com mais de 40 aparições no Campeonato Brasileiro têm a probabilidade de ter uma carreira mais longa. “A vida profissional dos jogadores tem aumentado e eles estão se aposentando mais velhos”, afirma Onody. Outra observação curiosa do professor é que quem joga na 1a divisão desde o início da carreira costuma permanecer em grandes clubes. “Mas isso pode ser explicado pela influência da TV”, afirma.
Bom, se a explicação não está na formação étnica nem em presente dos deuses, muito menos na academia, apelemos aos filósofos. Mas àqueles populares, da bola. É o caso do genial Neném Prancha, folclórico roupeiro do Botafogo, que cunhou expressões famosas. Em meio às discussões de boteco sobre a superioridade brasileira, vale a pena ficar com uma frase dele que ilumina a nossa questão: “Se Deus é brasileiro e os nossos times rezam antes de entrar em campo, é natural que o Brasil seja o país do futebol”. Não foi Neném Prancha o autor dessa máxima? E daí…



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Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Até debaixo da terra

Mineiro chileno Jimmy Sánchez festeja o seu resgate com uma bandeira de 'La U'

Jimmy Sánchez, o quinto mineiro resgatado na madrugada desta quarta-feira na mina de San José, no norte do Chile, comemorou a sua volta à superfície após mais de dois meses preso junto com 32 companheiros a 700 metros de profundidade com a bandeira do seu time do coração: o Universidad de Chile. O primeiro a abraçá-lo foi seu pai, que estava vestido com uma camisa vermelha do time. A paixão de Sánchez por "La U" lhe rendeu um presente: uma camisa autografada pelo artilheiro da equipe, o argentino Diego Rivarola, que se sensibilizou com a situação do agora famoso torcedor do clube, de apenas 19 anos.
Entre os mineiros soterrados está ainda o ex-jogador Franklin Lobos, que participou da classificação da seleção chilena para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. A previsão é que Lobos seja o 27º mineiro a ser resgatado.
Além de Rivarola, outros esportistas famosos também enviaram mensagens de apoio e camisas de presente para os mineiros soterrados. Pelé, o atacante espanhol David Villa e o técnico da seleção chilena, o argentino Marcelo Bielsa, foram alguns deles.
Até as 6h30m desta quarta, sete mineiros já haviam sido resgatados. Cada um que chegava à superfície era recebido aos gritos que os torcedores chilenos costumam empurrar sua seleção nas partidas de futebol: "Chi-Chi-Chi, Le-Le-Le, Viva Chile!". O segundo deles, Mario Sepúlveda, chegou a puxar com fervor o coro junto a seus familiares, parentes e amigos de outros mineiros, socorristas e autoridades que estavam presentes no local.

Fonte: globoesporte.com



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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Entrevista: Jogador sincero.


Geralmente a entrevista com o jogador na beira do gramado, é um dos grandes clichês do futebol, os jogador parecem ter um texto pronto e comum entre todos da classe, mas não esse, o jogador sincero.



auhduashudihasuidhuaishuiHUDIahuidhuihdfuas


Palmas pro Adnet.

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Espírito de Eliza: “Derrubei Zico e vou derrubar o time do Flamengo inteiro”


O médium paraibano Alan Xavier, que diz ter estabelecido uma conexão com o espírito de Eliza Samudio, afirmou ontem que a namorada do goleiro Bruno fez contato para dizer que está por trás da queda de Zico.

Segundo ele, Eliza teria dito que não vai sossegar enquanto não derrubar todo o time do Flamengo. “Havia um ruído muito grande na comunicação, mas pude ouvir claramente ela dizer: segunda divisãooooooooooo”, disse o médium. “É um espírito muito forte. Já provocou gol contra e fez até o Pet perder pênalti”.
Na Gávea existem relatos de que um espírito tem sido visto na concentração.  Um funcionário fotografou o ectoplasma ao lado da cama da presidente Patrícia Amorim (foto).  Os céticos duvidam: “Os únicos mortos que eu vejo são os jogadores em campo”, disse um vascaíno.

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